PERGUNTAS FREQUENTES

Perguntas Frequentes

01- O QUE FAZ O CIRURGIÃO VASCULAR?

O cirurgião vascular é o médico treinado para tratar, clínica e cirurgicamente, das doenças relacionadas com os vasos sanguíneos (artérias, veias, linfáticos) e com o sistema nervoso simpático (responsável pelo controle dos vasos e também da sudorese).

É um especialista que cursou a faculdade de Medicina e, posteriormente, especializou-se em Cirurgia Geral (normalmente dois anos de residência) para então se tornar cirurgião geral. A partir daí, começa sua especialização em Cirurgia Vascular e Endovascular, que leva mais dois anos.

02- QUAIS SÃO AS DOENÇAS TRATADAS PELO CIRURGIÃO VASCULAR?

São as várias doenças caracterizadas pelo envolvimento do sistema vascular e sistema simpático: varizes, vasinhos (teleangiectasias), tromboses venosas, hiperidrose, aneurismas arteriais e venosos e doenças arteriais obstrutivas que levam à isquemia dos membros, órgãos abdominais e cérebro.

NA VERDADE, EXISTEM MAIS DE 100 “doenças vasculares diferentes”.

03- QUAL A FREQUÊNCIA DAS DOENÇAS VASCULARES?

As doenças vasculares estão entre algumas das doenças mais comuns do ser humano. Doenças como varizes, hiperidrose, aneurismas e estenose de carótida, além de acometer grande parte da população, são causas frequentes de incapacidade e até mesmo morte. Por exemplo, as varizes acometem até 30% da população. A hiperidrose pode estar presente em mais de 3% das pessoas. Por outro lado, existem várias outras doenças vasculares bem mais raras, porém não menos importantes.

04- O QUE É A DOENÇA VARICOSA?

A doença varicosa é uma doença comum que afeta cerca de 20% da população. É uma doença crônica que, sem o tratamento adequado, evolui e leva ao aparecimento de feridas nas pernas (úlceras varicosas), que podem desencadear infecções graves e perda de vários dias de trabalho.

Felizmente, hoje existem tratamentos altamente eficientes. Mas é importante diagnosticar a doença cedo e iniciar logo o tratamento.

05- AS VARIZES ESTÃO RELACIONADAS À IDADE?

Não, isso não passa de um mito. Varizes podem acometer pessoas de qualquer idade, etnia ou sexo.

06- AS VARIZES PODEM CAUSAR PROBLEMAS?

Sim. As complicações (úlcera, flebites superficiais e sangramento das varizes) são geralmente consequência da doença mal controlada. Os tratamentos atuais quase sempre conseguem impedir as complicações.

07- A DOENÇA VARICOSA É GRAVE?

Em algumas situações, as varizes são apenas antiestéticas. Na maioria das vezes, porém, podem gerar complicações que levam à necessidade de repouso absoluto e uso de anticoagulantes. Pacientes com varizes são, em sua maioria, indivíduos jovens que quando apresentam essas complicações, acabam perdendo muitos dias de trabalho.

08- AS VARIZES NÃO TÊM TRATAMENTO ADEQUADO?

É preciso acabar com o mito de que “varizes não têm cura”. A imensa maioria dos pacientes com varizes pode receber um tratamento extremamente eficiente. O importante é sempre fazer um diagnóstico precoce e desde o início realizar o tratamento mais adequado.

09- É VERDADE QUE AS VARIZES SEMPRE VOLTAM?

Mais uma vez, trata-se de um mito. Varizes retiradas não voltam. Outras podem aparecer em alguns casos e em menor quantidade.

10- O QUE SÃO OS VASINHOS?

São capilares que se dilataram, adquirindo o aspecto de uma teia de aranha (spider veins). Nunca se tornam varizes. O tratamento é muito simples e consiste na injeção de substâncias irritantes para eliminá-los. Uma alternativa mais dolorosa e com resultados estéticos não tão bons é o uso do laser.

11- COMO SUSPEITAR DE UM ANEURISMA?

Se você tem algum parente direto que apresentou aneurisma, tem uma chance maior que a população em geral de ser um portador da doença. Vale a pena investigar. Faça uma consulta com um cirurgião vascular.

12- O QUE É UM ANEURISMA?

Consideramos um aneurisma um vaso com dilatação segmentar de mais de 50% do seu diâmetro normal.

13- É ARRISCADO TER UM ANEURISMA? POR QUÊ?

Trata-se de uma doença de grande risco pela possibilidade de o vaso romper, o que gera perda de sangue e consequente morte.

A rotura é uma das dez maiores causas de morte em indivíduos com mais de 50 anos. São estimadas 1000 mortes por ano na Inglaterra devido à rotura de aneurismas. A maior parte dessas roturas ocorre em indivíduos cuja doença não havia sido diagnosticada. Já alguns desses pacientes com rotura optaram, em determinado momento, por não tratar o aneurisma de forma adequada.

14- EXISTEM OUTRAS COMPLICAÇÕES ALÉM DA ROTURA?

Além da rotura, outras complicações possíveis são a trombose (oclusão) do aneurisma e a embolização (desprendimento de coágulos), com graves repercussões para o organismo.

15- COMO SABER SE TENHO UM ANEURISMA?

A maioria dos aneurismas não apresenta NENHUM sintoma. São descobertos por acaso em ultrassonografias ou tomografias realizadas por outro motivo, ou durante um exame médico bem realizado (exame físico).

16- TODO ANEURISMA ROMPE?

O tamanho do aneurisma de alguns pacientes (20%) submetidos a um tratamento clínico rigoroso pode ser mantido estável por muitos anos. Porém, a tendência natural dos aneurismas é o crescimento lento e progressivo, o que ocorre em 80% dos casos.

Sem tratamento cirúrgico, os aneurismas NUNCA diminuem de tamanho.

17- TODO ANEURISMA DEVE SER OPERADO?

Não. Quando pequenos, os aneurismas são, na maioria das vezes, tratados clinicamente. Os aneurismas grandes devem ser operados pois a cirurgia, independentemente da técnica adotada, oferece resultados excelentes e infinitamente superiores aos do não tratamento.

18- TENHO PARENTES COM ANEURISMA. QUAL É A CHANCE DE EU TAMBÉM TER?

Se você tem algum parente direto que apresentou aneurisma, tem uma chance maior que a população em geral de ser um portador da doença. Vale a pena investigar. Faça uma consulta com um cirurgião vascular.

19- O QUE SÃO AS CARÓTIDAS?

As artérias carótidas são vasos sanguíneos que levam sangue oxigenado do coração para o cérebro. O ser humano tem duas artérias carótidas.

20- UMA ARTÉRIA CARÓTIDA OBSTRUÍDA SEMPRE LEVA A UM DERRAME?

A maioria dos pacientes com suboclusão das carótidas não apresenta nenhum sintoma. Normalmente, os sintomas ocorrem quando coágulos provenientes das placas de ateroma se soltam e migram em direção ao crânio. No crânio, causam interrupções abruptas de pequenos vasos (embolia cerebral) e geram os DERRAMES ou os ATAQUES ISQUÊMICOS TRANSITÓRIOS.

21- O QUE SÃO DERRAMES E ATAQUES ISQUÊMICOS TRANSITÓRIOS?

São a paralisia e a perda da sensibilidade de apenas um lado do corpo (braço, perna e rosto) que podem durar apenas alguns segundos, horas, dias ou serem definitivas. Quando duram menos de 24 horas, chamamos de ataque isquêmico transitório; quando duram mais de 24 horas, chamamos de derrame.

22- QUAIS SÃO OS EXAMES APROPRIADOS PARA FAZER O DIAGNÓSTICO DA DOENÇA CAROTÍDEA?

O ultrassom Doppler permite a visualização clara das artérias carótidas no pescoço, local mais frequentemente acometido pela doença aterosclerótica. Esse exame dura cerca de 30 minutos e permite saber, com quase toda a certeza, se a suboclusão é maior ou menor que 60%. A angiotomografia é outro exame que, somado ao Doppler, dá quase total certeza diagnóstica e permite definir a melhor forma de tratamento.

23- QUAIS SÃO AS TÉCNICAS USADAS PARA CORRIGIR UMA OCLUSÃO DA CARÓTIDA?

Para corrigir a suboclusão, dispomos hoje de duas técnicas excelentes: a cirurgia convencional (endarterectomia) e a angioplastia. Ambas têm baixo risco (cerca de 3% de risco de uma isquemia cerebral) e grande chance de cura (97%). Entretanto, são procedimentos delicados que devem ser realizados por especialistas experientes.

A angioplastia passou a ser usada com maior frequência há 15 anos. Introduzimos um stent na carótida afetada através de punção na virilha (região inguinal). Pode ser realizada com anestesia geral ou até mesmo local.

24- O QUE É HIPERIDROSE ?

Hiperidrose pode ser definida como uma doença na qual o paciente sua excessivamente, ou seja, sua mais do que as necessidades fisiológicas. Localiza-se principalmente nas palmas das mãos (palmar), axilas (axilar), pés (plantar), crânio e rosto (crânio-facial). É uma doença que gera grande sofrimento, podendo levar à fobia social, ou seja, os portadores da doença acabam evitando contato pessoal.

25- COMO DIAGNOSTICAR E TRATAR A HIPERIDROSE ?

O diagnóstico da hiperidrose é puramente clínico, baseado na queixa dos pacientes. Atualmente, porém, tem-se usado um equipamento que mede o grau de sudorese nas diferentes partes do corpo chamado Vapometer.

Hoje, o tratamento é inicialmente clínico e envolve medicamentos. Funciona bem para 50% dos pacientes. Quando o tratamento não é bem-sucedido, recorre-se a uma cirurgia pouco invasiva.

26- QUEM TEM HIPERIDROSE DEVE SE TRATAR A VIDA TODA?

A hiperidrose é uma doença que ataca o corpo todo. Não tem cura, mas pode ser controlada. Em vez de buscar um tratamento milagroso capaz de resolver todos os problemas, o paciente deve procurar medicações ou técnicas que diminuam o seu sofrimento. O tratamento medicamentoso necessita de acompanhamento prolongado e leva à melhora em todas as partes do corpo.

A cirurgia, por sua vez, pode solucionar o quadro principal, mas levar a um aumento da sudorese em outras partes do corpo.

Em alguns casos, tanto o tratamento medicamentoso quanto o cirúrgico apresentam cura completa.

27- QUEM TEM HIPERIDROSE TEM DE OBRIGATORIAMENTE USAR MEDICAÇÃO?

Não. O primeiro passo no tratamento da hiperidrose é o tratamento medicamentoso. Após um curto período de uso (seis semanas), é possível ter uma ideia de como ele funciona para cada paciente. Se é eficaz, o paciente geralmente prefere mantê-lo. Caso contrário, a cirurgia passa a ser a melhor alternativa.

Descobertas que têm mudado a história do tratamento dessas doenças vêm acontecendo principalmente nesses últimos três anos.

28- A CIRURGIA PARA HIPERIDROSE (SIMPATECTOMIA) É A MESMA QUE SE FAZIA NO PASSADO?

A cirurgia para hiperidrose empregada atualmente é mais avançada do que a que se fazia há cinco anos. Hoje, temos equipamentos melhores, desenvolvemos técnicas que geram menos hiperidrose compensatória severa, adquirimos uma prática muito maior por termos realizado milhares de cirurgias e os pacientes estão mais bem preparados para todo o processo. Por isso os resultados são muito melhores.